O que é falta de ar (dispneia)?
A falta de ar, chamada de Dispneia pelos profissionais da saúde, é uma queixa muito comum nos consultórios de cardiologia. Embora esse sintoma esteja geralmente ligado aos pulmões, é essencial que o cardiologista avalie a possibilidade de causas cardiovasculares, principalmente a insuficiência cardíaca. Isso porque a insuficiência cardíaca é uma doença bastante frequente e uma das principais causas de internação no Brasil e no mundo, devendo sempre ser considerada quando um paciente relata falta de ar.
Nos casos de insuficiência cardíaca, a falta de ar costuma ter características bem definidas. Os pacientes geralmente sentem dificuldade para respirar durante atividades físicas e, com o tempo, o sintoma pode se agravar, aparecendo mesmo em repouso. Um sinal típico é a falta de ar ao se deitar — chamada de ortopneia — o que faz com que muitos pacientes passem a dormir com vários travesseiros ou até mesmo sentados.
Como a falta de ar está relacionada à insuficiência cardíaca?
Na insuficiência cardíaca, há acúmulo de líquido no organismo, por isso o nome “insuficiência cardíaca congestiva”. Esse excesso de líquido vaza dos vasos sanguíneos para os tecidos, provocando inchaço (edema). Quando esse edema ocorre nos pulmões, causa falta de ar. Mas ele também pode ser percebido em outras partes do corpo, como pernas (inchaço), fígado (aumentado) e veias do pescoço (dilatadas). Esses sinais, junto com outros sintomas, ajudam o médico a identificar a insuficiência cardíaca e interpretar corretamente os exames solicitados.
Por que investigar bem a causa da falta de ar?
É fundamental que o médico avalie cuidadosamente cada caso de falta de ar. Uma boa conversa com o paciente (anamnese) e um exame físico detalhado ajudam a levantar hipóteses e direcionar os exames necessários para confirmar o diagnóstico. Além da insuficiência cardíaca, outras doenças podem causar falta de ar, como: embolia pulmonar, broncoespasmo (crise de asma), pneumonia, derrame pleural, apneia do sono e até obesidade.




