O infarto acontece quando há morte das células do coração devido à interrupção repentina e prolongada do fluxo de sangue para uma região do músculo cardíaco.
Existem cinco tipos de infarto, sendo o tipo 1 o mais comum. Ele ocorre quando uma placa de gordura (ateroma) presente na parede da artéria coronária se rompe. Essa ruptura forma rapidamente um coágulo que bloqueia a artéria, impedindo a passagem de sangue e causando a chamada isquemia miocárdica aguda, que leva à morte das células cardíacas.
Esse tipo de infarto pode se apresentar de duas formas no eletrocardiograma: com ou sem elevação do segmento ST. Essa distinção é muito importante porque influencia no tratamento e no prognóstico.
- No infarto com supra de ST, a artéria está completamente bloqueada.
- Já no sem supra de ST, o bloqueio é parcial.
Diversos fatores aumentam o risco de infarto, como idade, sexo, raça, hipertensão, diabetes, colesterol e triglicérides alterados, tabagismo, histórico familiar, entre outros. Esses fatores contribuem diretamente para a formação e instabilidade das placas de gordura nas artérias. Por isso, é tão importante seguir medidas preventivas e manter o controle desses fatores de risco.
O sintoma mais comum é a dor no peito, geralmente em forma de aperto, de forte intensidade, que pode se espalhar para o braço esquerdo, mandíbula, costas ou parte superior do abdômen. Também podem surgir sintomas como náuseas, suor excessivo, falta de ar e, infelizmente, em alguns casos, a morte súbita pode ser a primeira manifestação.
O exame mais importante para o diagnóstico é o eletrocardiograma (ECG), que deve ser feito e analisado em até 10 minutos após a chegada do paciente ao hospital.
- Quando o ECG mostra supra de ST, o diagnóstico é confirmado sem a necessidade de esperar os exames de sangue, para que o tratamento comece o quanto antes.
- Já nos casos sem supra de ST, é necessário analisar os marcadores cardíacos no sangue, principalmente a troponina e a CKMB, substâncias liberadas pelas células do coração quando sofrem danos.
O tratamento do infarto foi padronizado e, com isso, tornou-se mais rápido e eficaz. Usa-se uma combinação de medicamentos:
- Antitrombóticos, como aspirina e heparina, para combater o coágulo e preparar a artéria para o tratamento definitivo, que é a angioplastia com stent.
- Anti-isquêmicos, como betabloqueadores, nitratos e morfina, para diminuir o esforço do coração, aliviar a dor e dilatar os vasos. Em alguns casos, é necessário fornecer oxigênio.
O cateterismo cardíaco é essencial para localizar o ponto exato da obstrução e realizar a angioplastia, procedimento no qual um stent é inserido para desobstruir a artéria.
Nos casos com supra de ST, o tempo ideal entre o diagnóstico e a angioplastia deve ser menor que 90 minutos. Se não houver serviço de cateterismo disponível ou se houver previsão de atraso nesse tempo, especialmente quando o diagnóstico é feito até 3 horas após o início dos sintomas, indica-se a trombólise, que usa medicamentos trombolíticos para dissolver o coágulo.
Após o tratamento, o paciente deve ser encaminhado à UTI para monitoramento rigoroso. Isso é importante para prevenir e tratar complicações como arritmias, insuficiência cardíaca, sangramentos, novo infarto e choque cardiogênico — todas situações que aumentam o risco de morte e exigem cuidados imediatos.




